domingo, 24 de abril de 2011

DEIXA EU CUIDAR DE VOCÊ ?

Eu gosto de ti, eu te curto, e te desejo, e vezenquando a vejo com um olhar acanhado, insegura, triste mesmo sabe? Essas coisas sempre acontecem quando você sai do telefone, talvez eu esteja observando demais. Não sei, mas é que isso me incomoda, porque te considero. Esses pensamentos sempre dilatam na minha cabeça.
E quando ele levantou-se para seguir em frente, lá estava ela em sua frente, sorrindo ela disse: -Que lindo...
Ele sem saber o que fazer, disse:
-Deixa eu cuidar de você?
-Deixo.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

QUERO TE DIZER.

Primeiramente antes que você parta, e eu , consequentemente nunca mais a veja, quero te falar tanta mais tanta coisa, coisas simples, coisas nossas... Coisas. Quero te confessar que a ficha ainda não caiu, sempre penso que a qualquer momento você vai aparecer e me dar um abraço de surpresa como fazia, e depois eu virava, e nos beijávamos, e vivíamos, e éramos felizes ali. Essa sua partida vai me deixar um nó no peito, uma vontade sem graça de viver, mas não é isso que eu queria te dizer. O que eu queria te dizer, são coisas difíceis de serem ditas, porém, mais difíceis ainda de serem ouvidas, mas calma, essas coisas não pedem ressonância alguma em você, nem em mim, ainda estamos vivos e atrás da felicidade, é que eu queria que você soubesse, o quanto você é importante pra mim, e de ante- mão fazendo sessões nostálgicas, penso que histórias como a nossa, são irônicas: inicio e meio, ponto. Cadê o fim ? Olha, já anunciaram seu ônibus é melhor a gente ir descendo, me dá sua mala, a outra também, pesadas, e por falar nisso, leve minha melhor lembrança com você, eu farei o mesmo, mas não leve em fotos, que estragam com o tempo, e sim no coração. Voltando, uma das coisas que queria que você soubesse é que um dia desses andando na rua, indo pra casa, olhando os olhares perdidos e exaustos, procurava seu sorriso, e, meu Deus, pensei demais em você. É engraçado a gente ter medo do novo, mergulhar de cabeça, e sabe, a gente sempre foi o oposto, enquanto você se contenta com superfícies, eu gosto de ir além. Pega sua passagem, tá tudo bem, entra lá, fica na janela que eu falando aqui fora. Olha, se não esquece de mim, um dia desses me manda um bilhete qualquer, seilá. se não lê nada no ônibus, faz mal. Nossa, o ônibus já tá saindo, o que eu queria te dizer é o que você quer escutar é que a nossa história ainda não acabou, tampouco começou e quê .

quarta-feira, 13 de abril de 2011

MESMO QUÊ.

Falo claro, já não somos mais crianças e desaprendemos amar. Queria que você estivesse aqui pra eu poder te falar tudo isso, pra você poder falar também, essa conversa nos levaria como sempre nos levou, pra cama. E terminaríamos vendo o dia amanhecer como amantes em Paris. Ou não. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe e, certamente, existem outras porções de coisas suas que não sei. Eu errei muito sei disso, somos passíveis ao erro. Você também errou, e nunca conversamos claramente sobre isso, as coisas não deixam, você não deixa, evitamos condenações públicas, nos evitamos. Daí penso outra vez que viver é isso, e o que tem de acontecer tem muito força pra que aconteça, mesmo quê....................................... É isso.

Matheus P. Melgaço

terça-feira, 12 de abril de 2011

PRAZER.

Tinha suspirado... Acho que talvez pelo fato de nunca ter escrito essas sentimentalidades que envenenam, que machucam e cuidam ao mesmo tempo. E num avanço de alma, seu corpo virava um selo tépido de ganância e prazer. Cada passo condizia com um êxtase; cada êxtase condizia com um olhar; cada olhar tinha um brilho próprio, e assim foi ela ao seu encontro, e a cada passo dado, era como se um muro intransponível estivesse sendo quebrado. E no clarão do dia, do amanhecer, a alma se cobria de radiosas sensações, prazeres até então desconhecidos foram revelados. Eles nunca mais foram os mesmos. (Matheus P. Melgaço).

quinta-feira, 7 de abril de 2011

HOJE, NÃO SAI MAIS NADA.

Costumo escrever todos os dias, quer dizer... costumava. Hoje, não sai mais nada, em branco. Folha em branco, vida em branco, paredes em branco. Procurei assuntos, e pra falar a verdade até encontrei, alguns, falar sobre o que levou o assassino da escola de Realengo fazer aquilo, relação pais e filhos, caminhos que a vida toma... enfim. Assunto tem, sempre tem, mas falta alguma coisa... o açucar do bolo a cereja também, alguém que o morda, quem sabe. Outro motivo: Há muito tempo que já não lhe escrevo, ficaram velhas todas as notícias nossas, histórias nossas, nossas, somente nossas. E como eu queria voltar a escrever sobre você que seja, sobre nós talvez, sobre o amor, que é o alicerce de tudo e de todos. Eu tento, juro. Vê se volta, com você aqui tudo fica mais fácil, mais bonito, entende? Matheus Paulo Melgaço

domingo, 20 de março de 2011

E a parte que te toca, nao me cabe tocar, ver, ou curar. Não me cabe nem cuidar ou perguntar como andas. Desculpe desapontamentos, dúvidas e decepções. Ando com olhos de ressaca; Vou-me agora, achando que vou tarde demais. Quem vai saber?

terça-feira, 15 de março de 2011

E QUE CONTINUA.

Nunca mais tinha escrito como antigamente, é certo que não tentara, mas embora não tentara, a gente sabe, no fundo, bem no fundo a gente sabe o que muda na gente. Não entendo. Mentira entendo sim. Sempre que passamos por aventuras descabidas, sedes insáciaveis e que depois de um tempo acaba, porque a gente sempre sabe quando realmente acaba, no inicio voce briga, luta, contudo se convence ou se conforma de que, ainda que o romance seja lindo sentado nessa cama olhando os pássaros lá fora. Meus olhos de resseca já não brilham como antes. Depois de tantos naufrágios e mortes em beiras de praia, o que fica é tão mais verdadeiro e essêncial, tão mais simples, ameno, água de ondas mansinhas, uma vida bossa nova, que faz tão parte de mim do que dos outros. Sem meios sorrisos ou brilhos falsos, entende? E que continua, apesar de tudo ou depois de tudo, continua. É isso.

terça-feira, 1 de março de 2011

O QUE PASSOU, FICOU.

Já dizia Caio Fernando Abreu : “desistir, ainda que não pareça, foi meu grande gesto de coragem.” Desistir por quê ? Repito. Por que desistir de quem te faz sorrir? ( Natália?) Porque desistir de quem faz seus olhos brilharem todas as manhãs, tardes ou noites... Que faz suas pernas tremerem seu coração bater rápido, ou simplesmente desistir do desejo, do tesão... Enfim, porque desistir de quem se ama, de quem se gosta, de quem se cuida?
A resposta mais contundente e forte é: desistir por não aguentar mais sofrer. Será? Procuro definições, não encontro.
Dizem que a vida tem dessas coisas: mistério, descoberta, ódio, amor, alegria, sorriso. Pois bem, como o poeta de sirinpimpim diz: “Não desiste não. É assim mesmo, o ponto arrematado aqui só será contado lá na frente. Faz sofrer? E daí? O caminho mais difícil é o que tem tesouro no final, é preciso pular obstáculos, derramar algumas trilhas de lágrimas, e até mesmo, brigar na vida pela vida, brigar não por qualquer coisa, ou pessoa: é pelo seu amor, por quem se gosta mesmo, de verdade, ou só um pouquinho de verdade, não importa. O simples ato de gostar, merece aplausos. Não complique as coisas, nós temos uma péssima mania, medonha, feia, de embaralhar todas as cartas quando elas já estão prontas, daí, arruma-las novamente, pode sim, ser um gesto de suicídio, tarde demais. Por isso vá! Siga! Não olhe para trás, o que passou, ficou. E o que será, será. Cadê meu moleque e minha moleca que acreditam em amor? Em viver? Não se preocupe, lá na frente tudo se explica.
Matheus Paulo Melgaço.