terça-feira, 14 de dezembro de 2010

NÃO CONTA PRA NINGUÉM, PROMETE?

Oi meu bem, quanto tempo a gente não se fala, não se vê, não se monstra. Te escrevo para te contar como está triste minha vida, longe de você, longe de todos, quer dizer... Hoje fui enumerar quantas pessoas devem estar sentindo minha falta, e eu não consegui levantar mais de um dedo.
Tenho que contar sobre um problema, problema meu que, doe, doe demais. Sem falar que quando lhe escrevo diminuo a saudade, que também sufoca tanto.
Me acorre agora, estou triste, e acho que estou a beira de mim e do meu problema. Peço-lhe que não te preocupes, eu sei que é difícil mas, por favor, não te preocupes. O fato é que estou doente, uma doença tímida e constrangedora. E ela tinha que ter aparecido logo hoje, hoje em que o céu estava azul e que tinha decidido sair de casa. Não consegui dobrar a primeira esquina, voltei correndo. Não conta pra ninguém da minha doença, promete?
Eu sei que ela virá à tona, mas, por favor, eu tenho medo dos olhos tortos, dos preconceitos, a indiferença doí muito, eu prefiro que ela corroa aqui dentro, o tempo que for. É preferível sentir essa dor sozinho, do que compartilha-lá com quem não sabe o que é dor. Eu não aguentaria isso.
Por que você não vem pra me dar colo, pra me dar a mão? Você sabe que eu não aguento tudo isso sozinho. Hoje, olhando as estrelas, uma lágrima caio. Escreva de volta pois, não aguentarei passar por isso tudo sozinho.
Não sei se é a doença ou a tristeza... Pode ser os dois juntos.
Mas a verdade é que por um segundo deu vontade de virar estrela.
Me ajuda.
Matheus Paulo Melgaço

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

COMEMORAR O QUÊ ?

Outro dia desses, não me recordo muito bem, vi um comercial na televisão, que dizia mais ou menos assim: “Comemore! É natal e fim de ano!”. E fiquei pensando, cá dentro de mim, que muitos amigos vão à praia ver os fogos, outros vão para sítios, outros vão passar com suas devidas namoradas agarrados vendo especial de fim de ano, enfim... Todos vão comemorar do seu jeito. É fato. Dia 31 de Dezembro você comemorará tudo o que você conquistou, irá deixar magoas para trás, pessoas para trás... Resumindo: Você lavará a alma com um sabonete chamado: 2011.
Mas depois de tanta compreensão, o que ficou na minha cabeça foi: “E quem não tem o que comemorar, comemorará o que?”
Sim, porque não foi para todos que o ano foi mil maravilhas, estou falando de pessoas que, irá passar a virada do ano, dormindo, e acordar no dia seguinte, levantar e dizer: “Hoje é que dia?” e não terá ninguém para lhe dizer : “Feliz ano novo”. Comprarão seus novos calendários e pronto. Acabou.
É claro que a vida em si, é motivo de comemoração, mas eu falo em algo que não se realizou.
Você passar 365 dias e infelizmente sair como entrou, não deve ser agradável. Ter a fórmula da infelicidade não deve ser nada agradável.
"As rosas me brotaram, as cortei, o girassol era tão amarelo que refletiu no sol e me cegou. Só eu que fiquei nessa mesa enorme, enorme, sentado, quieto, sem dizer nada, esperando alguém vir me dizer: “Feliz 2011". " Não prove desse veneno.

Matheus Paulo Melgaço

sábado, 11 de dezembro de 2010

TINHA QUE SER JUSTO HOJE ?

Nesses dias tão bonitos, em que, pensamos em fazer tanta coisa que nos faça realmente felizes, nos faça diferentes dos outros, em meio a tanta alegria, quem tomou conta de mim foi à tristeza. Não que já não estivesse acostumado, mas tinha que ser justo hoje, logo hoje em que o dia dava uma razão para se viver.
Acabei passando o dia sentado nessa poltrona de couro, cujo agora, vossa senhoria está sentada com sua exelentíssima bunda, e que, não sabendo como, pagarei-a o resto da vida. Claro que nós não nos sentimos sozinhos, de maneira nenhuma, nossa amiga tristeza não nos deixa só, só nos deixa tristes, mas nunca só. Eu nunca contei pra ninguém, e acho que não deveria contar, não sei se você compreende, mas todos nós, temos um segredo que, embora não transpareça e visivelmente não doa, em segredo dói.
Eu tentei pensar em Deus, mas eu acho que Deus não me ouve mais, eu tentei ouvir o barulho das ondas batendo na areia, que, sempre nos diz algo. Dessa vez ficou calada. Todos sumiram de repente; Acho que nem Deus, as ondas e ninguém me amavam como pensava, estava vivendo de ilusões. Nem sentiram minha falta, será que eu sou tudo aquilo que eu pensava?
Parecia que, quanto mais respostas eu dava as minhas perguntas, mais perguntas surgiam, parecia nuvens pretas sobrevoando minha cabeça – prontas para soltarem seus raios que, sempre costumam ser fatais.
As perguntas, as respostas, as pessoas que sumiram sem sequer me avisar, Deus, as ondas, descobri que meu castelo é de areia finíssima, mas eu sou um homem feito de uma argila rara, composta por honestidade e sinceridade. A tristeza cresce, e esse túnel não tem fim...
A angustia era grande, entretanto os dias eram bonitos, e que mesmo assim, em meio a tanta tristeza, me vinha uma coisa boa, uma luz no fim do túnel... Longe, bem longe, discreta, mas que eu gostava tanto dela – por razões de esperança - que eu achava bonito viver.

Matheus Paulo Melgaço

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O QUE TEM EM VOCÊ ?

Tem uma coisa em você que até hoje não consegui decifrar, uma coisa linda sabe, engraçado que, não somente eu, mas nenhum outro homem conseguiu decifrar, te decifrar, acho que muitos nem tentaram.
Ah, você é sensacional, sensacional não, você é ótima, mas por eu estar completamente apaixonado por você, você se torna simplesmente demais, se eu quisesse eu poderia ficar um dia inteiro destilando sobre suas virtudes, sobre seus infinitos sorrisos e jeitos, bem coisa de apaixonado mesmo, o texto chega até a ficar chato, confesso. Mas é o amor , nos torna cegos e felizes por uma coisa até então incompreendida pelas duas partes.
E você me deixa completamente incompreendido, por isso eu te pergunto: O que tem em você ?
É diferente das outras, não sei se você entende mas, sabe quando você quer alguém não somente por prazer na cama? É, você quer alguém pra conversar sobre, sei lá, economia, esportes, politica, alguém pra pegar um cineminha numa terça-feira onde a gente sabe que só estarão nós dois lá, alguém pra cuidar quando for preciso e não for preciso, acho que estou sofrendo de, “carencisse” aguda, e quer saber, como ela está me fazendo bem!

Embora eu saiba que depois de um outono cheio de flores amarelas, venha um inverno rigoroso que, meu Deus, como custa pra passar. Por isso todo dia, toda a manhã, repito : - que tudo seja bom, que seja doce, que você seja doce.
Matheus Paulo Melgaço.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

O QUE FICOU.

Eu tenho que confessar tanta, mais tanta coisa, que em meio a essas coisas, nasce um só sentimento: o da saudade.
Minha rotina é a mesma desde que você se foi, o que eu sinto falta é de outro corpo ao meu lado, na cama. Saiba que jamais nenhuma outra mulher deitou-se comigo à não ser você.
E sabe o porquê ? É o sentimentalismo sobre uma acomodação medrosa de encontrar alguém que acabe com esse vazio, que preencha esse espaço que você deixou. Depois que você se foi, eu só tive relacionamentos rápidos; instantâneos. E você sabe que eu odeio isso. Odeio essa coisa de estar e não estar com alguém. Se alguém te pergunta se ainda está com ele, você diz que não sabe por que às vezes vocês ficam, às vezes vocês não ficam... E o que sobra? Ah, sobra um cheiro de inconstância amadurecida pairando pelo ar.
E eram exatamente assim meus relacionamentos depois de você; não só meus, de todo mundo. Eu acho péssimo você encontrar uma pessoa cujo você teve extremos momentos de intimidade e falar só: Oi, tudo bem? Dois beijinhos e pronto.
Depois que eu me apaixonei por você, além de ter ganhado uma vasta experiência em relacionamentos amorosos, o que na pratica não serve de nada, eu pude ter mais compaixão: comigo, consigo; com todos nós.
Talvez eu jamais tenha de volta seu cheiro, o seu beijo no canto da boca ou a sua mão passando pela minha barba. Mas que pelo menos eu tenha a sua amizade, a mais simples e verdadeira possível, que muito embora não seja o suficiente para mim que, um dia muito te amou, possam ser suficientes para nós dois que nos amamos.
Matheus Paulo Melgaço

sábado, 4 de dezembro de 2010

TUDO NOVO DE NOVO.

De que serve isso tudo aqui, essas festas todo final de semana, se eu não sinto aquela vontade de ficar com alguém como antes, só com você – tem exceções claro - três no máximo. Cadê você para me abraçar agora? Quando dói como sempre dói, não sei pra onde correr, eu sei que tem você! Mas eu não sei como chegar até você. De que serve saber escrever tão bem, se eu não toco no coração, no seu coração, e se toco, porque não abre espaço pra isso? De que adianta... Eu estou em Madagascar e você em Bali. Uma, duas, três, quatro, cinco... Eu contei os segundos de uma coisa que eu nunca vi, mais eu sou um sonhador e um sofredor, conterei o quanto for preciso. Você não sabe o quanto eu te odeio, mas sou bipolar, passo a gostar de ti de novo. Tive a percepção do quanto é difícil falar sim, talvez seja mais fácil passar em concursso do que dizer sim, ou seja mais fácil ainda, controlar tudo a sua volta, como se fosse possível, como se você possível também querer passar pela vida sem tomar “tiro” . Vejam só, já estou falando de tudo outra vez, é sempre assim, quando releio, vejo-me escancarado, escatarrado, no texto. Mas deixo, da onde vem isso não da pra jogar fora ou fingir que não escrevi e guardar na cabeceira.
Procuro ser forte, mas minha alma é fraca, acabo indo com a emoção, seguindo meu coração, e fico sentando, esperando você sabe o que.
Ah! Já ia esquecendo, mas o homem que escreveu esse texto não foi o forte, cheio de certezas e seguranças... Foi o fraco, que sempre segue o coração, e que por segui-lo tanto acaba sempre com o mesmo destino, aqui, nessa mesa de cabeceira.

Sinceramente, eu não soube como terminar esse texto, eu tive que apertar o freio de mão, se não... Pensei, e acabarei com uma frase (do Douglas Lenon), que eu não sei se tem haver ou não com o texto, prefiro que você mesma me diga. “Dói porque eu sei que você vai embora depois de tudo isso. Dói esperar por quatro meses, para te ter por quatro dias.”
Matheus Paulo Melgaço

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

É BONITA, É BONITA....

Como é bom uma formatura...Ontem meu dia foi simplesmente, simples. Meu não, de todos que participaram dele, num vídeo de dois minutos pra mais ou pra menos, revivi um ano. Tristeza não me abala mais, ou pode até abalar, mais meu sorriso irá ofusca-lá, claro. E esse tal vídeo serviu pra pensar em como foi meu ano, botar tudo numa sacola e pesar, conforme for... Ou jogarei no lixo...ou não. E talvez eu fique com o ou não. Sei lá... Eu posso até estar enganado, mas um ano de nossas vidas é muito pra ser jogado fora, assim, de repente, mas porque de repente?
Engano meu, desculpa, nada acontece de repente, uma série de coisas aconteceram até chegar a esse ponto. Que ponto? Não sei, ainda não chegou no fim, da pra salvar o que resta. Por favor, modere, nada de falsa modéstia ou hipocrisia, agora amigo, é ver tudo que você não fez e fazer, “cair pra cima” mesmo, não pense, se não você não faz. Essa é à hora de tentar mudar uma história que talvez dure muito tempo, mas só porque ainda vai durar muito tempo não significa que vá deixá-la de lado. Espero que você saiba o que está fazendo, porque eu, no final do ano, não sei o que estou fazendo, estou andando numa busca desenfreada pra salvar todos os nãos que eu dei, peço que voltem, pois darei a vocês um sim, uma busca desenfreada sobretudo por uma identidade. Tornar a vida mais difícil do que ela é, pode ser uma total perda de tempo, não cabe a mim entender a vida, cabe a mim vive-la intensamente. O texto pra mim acaba aqui. E pra você... Termina cantando essa musica:
Viver! E não ter a vergonha de ser feliz cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz... Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será mas isso não impede que eu repita é bonita, é bonita. E é bonita...
Matheus Paulo Melgaço

DICURSO 911 - CARRESCIA 2010


Nós somos trinta! Cada um com seu defeito e virtude, uns falam pouco e outros mais do que deveriam. Cada um com suas incertezas, mas todos com um brilho intenso no olhar. De quem eu estou falando? Estou falando da 911.
O que dizer de uma turma em que a maioria dela se conhece a mais de cinco, seis ou oito anos? O que dizer de uma turma em que a diferença faz toda a força, nós temos o mundo dentro de uma sala de aula, e talvez a nossa turma ficará marcada por isso: pela diferença. Porque é o diferente que marca, o igual passa batido.
Daqui a vinte anos, trinta anos vocês contarão a seus filhos que estudaram comigo, um estrangeiro, ou que conheceram a moça que está erguendo a taça de melhor do mundo... Isso que fica, o vento não leva, não destrói.
Dos 365 dias do ano, pelo menos 280 foi vivido ao lado de vocês, funcionários e alunos, para todos nós o Carrescia virou nossa segunda casa, os professores em alguns muitos momentos foram nossos pais, as coordenadoras nossas boas madrastas.
Nunca nos esqueceremos do Cristiano, nos mandando entrar para sala de aula, ou como ficávamos apreensivos quando a Valéria ia nos dar alguma notícia, da qual não sabiamos do que se tratava, como esquecer os artilheirinhos no recreio? E vocês meninas, como vão esquecer dos Prêmios Nick? Sem falar das gargalhadas no meio da aula, as fofocas que são inevitáveis, e as confusões que sempre terminaram em pazes, né Rafael puff, Tauã pincelada, Melgaço do chinelo, Flavio Mike Tyson e companhia... Todas no final foram motivos de intermináveis gargalhadas. E claro, não podemos deixar de citar aqui, a nossa vitória na semana comunitária, serviu como uma cereja no bolo, o nosso bolo.
Mas como nem tudo são flores, ficamos tristes em saber que alguns de nós iremos sair, sentiremos falta de todos vocês que se vão. Que Deus os ilumine sempre.
Por fim, descobrimos que somos uma orquestra e que ela vai se desfazendo aos poucos, cada um vai deixando seu instrumento, registrando sua marca. Irá ter choro, melancolia, despedida, adeuses, porque hoje é um dia especial para todos nós que estamos aqui... Mas também terá muita alegria, felicidade, pelo simples fato de tudo que nós passamos esse ano todo, ter valido muito a pena. E quer saber de uma coisa... Ai da vida se não fosse assim!

PS: Obrigado a todos pela atenção e carinho, esse foi o discurso dos formandos do 9°ano, turma 911.

Matheus Paulo Melgaço